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MANIFESTO CONTRA O TRABALHO
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Manifesto contra o Trabalho
Grupo Krisis
Há séculos está sendo pregado que o deus-trabalho precisaria ser adorado porque as necessidades não poderiam ser satisfeitas sozinhas, isto é, sem o suor da contribuição humana. E o fim de todo este empreendimento de trabalho seria a satisfação de necessidades. Se isto fosse verdade, a crítica ao trabalho teria tanto sentido quanto a crítica da lei da gravidade. Pois, como uma "lei natural" efetivamente real pode entrar em crise ou desaparecer? Os oradores do campo de trabalho social - da socialite engolidora de caviar, neoliberal e maníaca por eficiência até o sindicalista barriga-de-chope - ficam em maus lençóis com a sua pseudo-natureza do trabalho. Afinal, como eles querem nos explicar que hoje três quartos da humanidade estejam afundando no estado de calamidade e miséria somente porque o sistema social de trabalho não precisa mais de seu trabalho?"
Num mundo ainda atordoado pela queda do Muro de Berlim, no momento em que todas as mídias decretavam com seus "sábios" de momento o "fim das ideologias", uma "nova ordem" ou "a vitória do capitalismo", um grupo levantou sua voz. Uma crítica na contracorrente, o Grupo Krisis apresenta seu manifesto de resgate da radicalidade. Hoje, após o fracasso dos planos de ajuste neoliberais no mundo, com multidões da Argentina à Venezuela se levantando para dizer não a esses sistemas econômicos. Numa situação marcada ainda pelo fatos do 11 de setembro e pela continuidade da guerra de longa duração iniciada no Afeganistão. E que agora pelo interesse das multinacionais do petróleo e das bolsas de valores que querem as riquezas do Iraque e os preparativos para uma nova guerra. E contra ela milhões se levantam em todos os continentes.
Ao resgatar a mais viva e profunda contraposição ao culto do "deus-trabalho" o Manifesto Contra o Trabalho leva ao debate e à prática a tradição crítica e emancipatória daqueles que gerações antes se dispunham a "assaltar os ceús".
Dando o ponta-pé inicial da difusão mais séria do pensamento frente a sociedade do trabalho e sua crise. Indo além da vulgar contraposição aos capitalistas, o Manifesto Contra o Trabalho ataca todos os representantes do culto ao trabalho, do sindicalista ao patrão. Não ficando preso aos limites da "fraseologia" vazia da esquerda tradicional, nem das amarras e dos muros da academia, o Manifesto aponta um caminho: o fim do trabalho.
Os Autores Tendo como principal expoente o sociólogo alemão Robert Kurz, o grupo Krisis é, em primeiro lugar, uma revista teórica que reúne contribuições para a crítica à sociedade da mercadoria. Mas é, na realidade, mais do que isso, a saber, um ponto de encontro pouco organizado para a discussão entre pessoas, grupos e movimentos que não aceitam a alegada falta de alternativa ao sistema mundial capitalista.
A Krisis existe desde 1986 e compreende-se como um fórum teórico para a reformulação da crítica social radical. O fracasso do marxismo tradicional não é para o Krisis, de maneira nenhuma, uma razão para nos tornarmos "realistas" relativamente à economia de mercado. Pelo contrário, remete-nos à necessidade de ultrapassar os seus limites e constrangimentos teóricos e práticos.
A Krisis quer contribuir para a formação de um discurso amplo e aberto de crítica ao capitalismo, que crie uma ligação entre diferentes propostas, iniciativas e atividades oposicionistas radicais atravessando todas as fronteiras nacionais. Esta é uma condição fundamental para a possível formação de um novo movimento social de cooperação - e não hierarquizado - contra a atual situação. Com este objetivo, são organizados seminários públicos e sessões de debate e intervenções de diversas formas como publicistas na discussão aberta (com a própria Krisis, com artigos em jornais e revistas, com a publicação de livros, etc.).
O grupo Krisis não é de modo algum uma organização semelhante a um partido que pretende "angariar seguidores". Ele vive de atividades autônomas dos grupos e pessoas interessadas, seja com a promoção de debates e seminários, a intervenção em discussões públicas, a produção de textos ou a sua difusão e outras semelhantes.
Formato: 15 cm x 18 cm Número de páginas: 104 IBSN: 85-87193-92-9
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 | Pacote Baderna - Primeiros Livros Critical Art Ensemble / Hakim Bey / Luther Blisset / Matteo Guarnaccia / Internacional Situacionista / Ned Ludd / Raoul Vaneigem / Grupo Krisis
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 | Pacote Completo Baderna Critical Art Ensemble / Hakim Bey / Luther Blisset / Matteo Guarnaccia / Internacional Situacionista / Ned Ludd / Raoul Vaneigem / Grupo Krisis / Ned Ludd (org.) / Prof. Paulo Arantes / Stewart Home / Pablo Ortellado / André Ryoki / Bob Black
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 | Taz + Manifesto contra o trabalho Hakim Bey / Grupo Krisis
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