Um tórrido romance entre Michel Jackson e uma balconista brasileira é um dos enredos de uma das Histórias Extraordinárias de Fernando Bonassi, autor da minissérie Carandiru, outras histórias, exibida pela TV Globo e do programa infantil Mundo da Lua, exibido pela TV Cultura. Bonassi, que é colunista da Folha de São Paulo, usa de seu humor e de sua habilidade em três narrativas curtas para seduzir o leitor que não tem tempo.O também roteirista e dramaturgo faz esse exercício de concisão de forma maestral e transita tanqüilamente entre diversos temas comportamentais e polêmicos. Da solidão de Michael jackson, passando por uma crítica irreverente sobre o imobilismo das novas gerações, a um conto que lembra o hit de Waldick Soriano: "Eu não sou cachorro não" que, segundo Bonassi, foi escrito para ser lido em voz alta. O texto já foi interpretado e aprovado pelo ator Celso Frateschi, em 2001. Agora, ele é reapresentado ao público em forma escrita, o quê lhe dá ainda mais clareza ao discorrer sobre a própria existência humana.
O autor narra em as seguintes histórias: "O incrível menino preso na fotografia", "Vidas paralelas" e o já mencionado "Eu não sou cachorro" - assim mesmo, sem o segundo não de Waldick Soriano. Em meio a tudo isso, surgem ilustrações em preto e branco do desenhista Caeto.
Autor
Nascido na Mooca, em São Paulo, em 16 de novembro de 1962, Fernando Bonassi é formado em Cinema pela Escola de Comunicações e Arte (ECA) da Universidade de São Paulo (USP). Além de escritor, é roteirista, dramaturgo e cineasta.
Até agora são 33 livros, entre romances, contos, poemas e antologias; quatro filmes dirigidos; 18 roteiros de curtas e longas, entre eles Os matadores, Castelo Ra Tim Bum, Estação Carandiru e Cazuza (de Sandra Werneck). Na dramaturgia teve a oportunidade de trabalhar com Ligia Cortez, Jean Claude Bernardet e Tata Amaral, como colaborador e co-roteirista em Um Céu de Estrelas. Também adaptou a peça Woyzec, de Georg Büchner, em parceria com o ator Matheus Nachtergaele. Já recebeu diversos prêmios tanto como dramaturgo, quando como roteirista, no Brasil e no Exterior. Vencedor da concorridíssima bolsa do Kunstlerprogramm do DAAD - Deutscher Akademischer Austauschdienst - o que lhe rendeu um ano em Berlim (1998) escrevendo O livro da vida (crônicas). Desde 1997, é colunista da Folha de S. Paulo.